quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Blá blá blá

Curiosamente, os que muito falam são os que, geralmente, menos produzem. Talvez, porque enquanto palpitam, outros se desdobram realizando o trabalho. Quem pouco (ou nada) fez tem sempre um comentário a fazer, que muitas vezes é negativo. Todavia, quando o assunto é produtividade a história é outra. Há sempre gente empolgada ditando normas, e um grupo focado na execução das tarefas. É assim na organização de uma festa, na hora de cozinhar, no trabalho. Quem tem iniciativa chega e faz, não precisa de muita conversa. O resultado pode não ser o melhor, mas é dessa forma que aprendemos. Tentando, errando, refazendo. É escutando, observando, pensando e agindo que as coisas tomam forma, saltam do imaginário para o plano real. Bons resultados não são obra de magia ou acaso, mas de planejamento, organização e execução. Verbalizar, obviamente, é importante! Porém, desprovidas de atitudes, palavras não passam de palavras. Afinal, falar é fácil, até papagaio fala!

"E os que não fazem nada, nunca se enganam" 
/Théodore de Banville/ 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Etiquetas

Ocasionalmente, observo pequenos arranhões nas pernas ou braços. De alguma forma, me arranhei, e quando dou conta, não tenho a menor ideia de como isso aconteceu. Só não me recordo de, inconscientemente, ter sido etiquetado. Sim, estou falando de etiquetas, dessas que são colocadas em produtos. Hoje, curiosamente, uma etiqueta surgiu no meu cotovelo. Não me pergunte como isso ocorreu, afinal, só percebi porque um colega do trabalho sinalizou. Claro que não perdi o bom humor, mesmo quando notei que o valor que constava na etiqueta não passava de R$ 3,50. A única dúvida, era se o preço correspondia a unidade ou ao quilo de Wagner. Deixando o inusitado de lado, e sem a necessidade de uma imaginação tão fértil, é possível ter a sensação de que muitas vezes somos verdadeiramente tratados como mercadoria. Há sempre alguém preocupado em saber quantos irão votar, comprar, produzir... É chato aceitar, mas tem sempre alguém querendo lucrar com o nosso suor, ainda que você não esteja etiquetado. Por outro lado, nem sempre estão preocupados com o que sentimos, pensamos, necessitamos. Assim sendo, talvez, não demore a chegar o dia em que as pessoas não sejam mais batizadas com nomes, e sim, com códigos de barras. Pensando bem, no mundo em que valores morais "perdem" facilmente para os valores comerciais, me resta apenas uma dúvida: R$ 3,50 é um bom valor de mercado?

"Eles querem te vender 
Eles querem te comprar
Querem te matar (a sede)
Eles querem te sedar"
/3ª do plural - Engenheiros do Hawaii/
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