segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

De quem é a responsabilidade?


Faço minhas as palavras (sensatas) de Mafalda.

"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, 
tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o 
Ano Novo cochila e espera desde sempre" 
(Carlos Drummond de Andrade)

(Auto) Retrospectiva

Outro ano se vai! E o fim de um ciclo é sempre uma oportunidade de reflexão.
Não proponho relembrar o que aconteceu no mundo em 2012.
Já basta o que revemos (ou não) na tv, internet, jornais e revistas.

E se a melhor retrospectiva for justamente a sua? Como assim?
Simples e fácil. O que você fez da sua vida no ano que passou?
Coisa boas... outras nem tanto! Oportunidades aproveitadas... algumas perdidas!

Só você pode dizer quem foi importante ou perdeu "ibope" com você.
O que te agradou ao longo desses 12 meses? O que deixou de ser prioridade?
Quem esteve ao seu lado? Ou partiu de vez, por “nunca” se fazer presente?

Risos, lágrimas, vitórias, derrotas, abraços, empurrões...
Tudo foi parte de mais um ano. Tudo faz parte do aprendizado.
Pode ter sido passageiro. Ou talvez seja duradouro.

Acredito que cada ano que acaba, leva um pouco da gente.
Talvez seja necessário. Pois só assim, haverá espaço para a chegada do novo.
E da junção do novo e "velho"... surge o atual. Nascerá o 2013!

"Que venha em paz
O ano que vem
Que venha em paz
O que o futuro trouxer"
(Humberto Gessinger)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Silêncio


Não adianta! Chorar, gritar, murmurar... não resolve.
Existem momentos em que as palavras não formam frases.
As ideias não passam de “nuvens” que facilmente se movem e partem.
Você sabe o que dizer, mas não como dizer. Ou exatamente o oposto.
Nessas horas, não resta muita coisa, a não ser “escutar” o silêncio.

"Há palavras que dizemos e outras que se dizem
Existem em nós, não atendem a nossa voz"
(O Silêncio – Catedral)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O real sentido


Então é Natal
E o que você fez?
(John Lennon)

Sou da época em que escutar Happy Christmas (War Is Over) na véspera de Natal, além de inevitável, era agradável. Em que a torcida para o relógio marcar meia-noite era grande, mesmo sabendo que os presentes só chegariam durante a madrugada, quando você já estaria dormindo. No Brasil até Papai Noel atrasa! Ou por falta de compromisso ou por ficar sobrecarregado. 

Depois você cresce um pouco, e descobre que o "bom velhinho" é apenas um homem vestido de vermelho, em uma roupa que deve matar o coitado de calor. Entende que seus pais preferem que você acredite no Papai Noel, pois é a chance de justificar o não recebimento daquele presente que você tanto desejava. Percebe que Simone tentou fazer uma versão de Happy Christmas (War Is Over), mas que ainda é melhor escutar na voz de John Lennon. 

E passado mais alguns anos, cai a ficha de que o Natal virou apenas uma "festa" comercial. Onde uns se preocupam apenas em vender e outros em comprar. Na verdade, imagino que alguns não tem a menor noção do que a data representa. Não quero falar de religião ou religiosidade, mas goste ou não, a data simboliza o nascimento do homem que mudou o curso da história.

Já seria de bom tamanho que deixássemos de lado esse papo de espírito natalino no Natal. É cansativo escutar as pessoas dizendo é hora de amar, perdoar, ser solidário... Ótimo, mas apenas no Natal? E nos outros 364 dias do ano? 

Talvez, um dia os sorrisos, abraços, a compaixão, o amor... durem mais que o peru de Natal. E possamos aprender um pouco mais de amor, com quem deu a maior demonstração de tal atitude/sentimento: o próprio Jesus Cristo.

“A medida de amar é amar sem medida
Preparar para decolar
Contagem regressiva
A medida de amar é amar sem medida”
(Números – Engenheiros do Hawaii)

sábado, 22 de dezembro de 2012

Algo...


E da varanda observava...
Crianças brincando na rua. Adolescentes se reunindo, assim como ele fizera outrora
Luzes de Natal decoravam as casas, enquanto uma bela música tocava ao fundo.
Nas calçadas, pessoas conversavam com um entusiasmo típico da época.
E sabia que algo não estava em seu devido lugar.

"Algo está acontecendo aqui 
Mas você não sabe o que é"
(Bob Dylan)

E o mundo não acabou!


Espero que também não acabe a esperança, sensatez e motivação. 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Justiça (?)


Dizem que a justiça é cega. Concordo plenamente!
E tenho quase certeza de que também é muda e surda.

"Tirem a venda dos olhos da justiça
Pra que ela possa enxergar
Mais claramente
O que se passa bem ali
Na sua frente"
(Justiça cega - Zé Ramalho)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Lágrimas, dor e suor


Cerca de três, quatro vezes na semana, deixo o "conforto" da minha casa e caminho cerca de 1 km (ida e volta), ao encontro da "ação"! Enquanto me desloco ao locus da ação, muitas coisas permeiam meus pensamentos. Ânimo, preguiça, alegria, tristeza, preocupação... são sensações, que vez ou outra me acompanham no percurso de ida. 

Depois de caminhar pensando em diversas coisas ou tentando não pensar em nada, chego ao encontro dos demais colegas, que assim como eu, possuem um objetivo em comum. E depois de aproximadamente duas horas de suor, muita água e algumas dores lá vou eu retornado para "minha humilde residência", como diria uma dessas músicas que "você" não curte, mas de tanto tocar (em todos os lugares possíveis no mundo) acabam adentrando nossa mente. Algumas vezes, retorno pela rua escura e quase vazia (por volta de 22h) me sentindo um boneco (sem braço, perna...) de criança de cinco, seis anos.

O curioso é que nunca sei ao certo qual a sensação que terei quando saio de casa. Todavia, o desejo ao retornar é sempre o mesmo. Vontade de continuar tentando... independente de dor, esforço, cansaço. O que isso significa? Que eu sou masoquista? Não. Significa que muito do que almejamos, desejamos, sonhamos... requer esforço, dedicação, persistência. Que muitas vezes só iremos alcançar a vitória, conquista ou seja lá o que for, através de muitas lágrimas, dor e suor.

Sempre soube que o esporte "trabalha" uma série de aspectos: respeito, criatividade, coordenação, socialização... No entanto, a cada dia que passa, percebo como o esporte também pode nos ensinar muitas coisas que (infelizmente) não nos ensinaram na sala de aula e/ou de casa.


"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes...

O sucesso é construído à noite!
Durante o dia você faz o que todos fazem...

Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas...

Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina...

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio.
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa."
(Roberto Shinyashiki)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Uns dias


Passar uns dias fora de casa quase sempre me faz bem. Principalmente, quando o destino é longe demais das capitais, como diria Humberto Gessinger. 

Tenho a ligeira impressão de que de "fora", conseguimos enxergar melhor... o que talvez esteja mais claro do que pensamos.

Dias bons... geram boas sensações, reflexões, perspectivas! 
Afinal, em alguns momentos, partir é necessário... para quem deseja ficar.

"Eu tive fora uns dias
Numa onda diferente"
(Uns dias - Os Paralamas do Sucesso)

Déjà vu


De tempos em tempos decretam o fim do mundo. Cometa Halley, Nostradamus e agora o tão “temido” calendário maia. Sinceramente, não creio que o mundo irá acabar no próximo dia 21. Caso contrário, não estaria a uma altura dessas escrevendo mais um post. Provavelmente, nem estaria mais utilizando computador a uma altura dessas. 

Agora, quando o assunto é o destino do nosso querido país, não é preciso ser nenhum gênio para imaginar as cenas dos próximos capítulos. Dia desses, estava conversando com meus botões, sobre alguns problemas (saúde, educação, moradia, transporte...) sérios que o brasileiro enfrenta. Penso que se pelo menos 60% dos “representantes” do povo estivessem empenhados em mudar a situação, muita coisa seria diferente. Os problemas continuariam a existir, porém a vida seria mais digna.

Algum tempo atrás, estava discutindo com uma pessoa que me considerou pessimista em relação a esse assunto. Só porque eu disse que o Brasil tem jeito (quase tudo na vida tem jeito), mas não sabia se “dariam” um jeito nele. E conclui dizendo que se um dia melhorasse, talvez não estivesse mais “aqui” para presenciar. Ela não concordou... e tem todo o direito de discordar!. Só não acredito que seja pessimismo, mas a realidade que eu vivo. 

Confesso que é difícil acreditar em um futuro tão promissor para o país da Copa. Principalmente para quem assiste/escuta todos os dias aos noticiários.

"Vamos celebrar a aberração 
De toda a nossa falta 
De bom senso
Nosso descaso por educação"
(Perfeição - Legião Urbana)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Dívida


Dívida. Seja externa, de amor, da mercearia... é sempre dívida. Cada uma com sua importância e valor. O que muita gente esquece ou desconhece, é que existe um "outro" tipo de dívida. Aquele compromisso que deixamos de honrar com nós mesmos: a dívida pessoal. 

A verdade é que muitas pessoas sabem lidar muito bem com números e compromissos, conseguindo fugir do "vermelho". No entanto, acabam se tornando "auto-devedores". Estranho não é? Sim, mas se pensarmos um pouquinho, podemos encontrar (quem sabe?) nosso nome nesse "órgão" de fiscalização pessoal.

Quantas vezes deixamos para "depois" aquela viagem tão desejada e planejada, mas que nunca sai da nossa imaginação? Ou aquele projeto pessoal que tem tudo pra dar certo (ou não), mas você nunca descobrirá, porque ele nunca sairá do papel!  

E foi revendo umas velharias musicais, que me dei conta do quão ando em débito com Wagner. E escutando e pensando... vieram a mente viagens, parcerias, projetos. Um skate que nunca sai da imaginação, um violão que outrora era xodó e hoje vive abandonado, livros que antes fascinavam  e agora "sobrevivem" de pó. 
Não sei qual o tamanho da sua dívida. Afinal, a minha já ocupa muito da minha (agora pesada) consciência. Claro que muito do que desejamos não pode ser realizado com um simples estalar de dedos. Entretanto, percebo que algumas coisas deixam de ser executadas por falta de afinco e motivação.

Sou "devedor", não nego! E espero em breve pagar boa parte dessas contas... com muitas visitas, viagens, bate-papos, risadas. E com um pôr de sol aqui, um anoitecer ali, irei pagando em suaves e prazerosas prestações. O autor agradece!

"Enquanto o meu tempo for escasso
Enquanto... vou tentar aproveitar"
(Chapirous - Rumbora)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

"Don't stop dancing"


O que fazer quando a "música" não mais tocar?
Quando o silêncio insistir em ecoar.
O que nos resta?
Continuar a dançar!

Não que seja fácil...
É uma questão de necessidade.
Já conhecemos a melodia.
E descobrir novos "passos", é questão de tempo e persistência.

"But I know I must go on
Although I hurt I must be strong
Because inside I know that many feel this way

Children don't stop dancing
Believe you can fly
Away... away"

(Don't stop dancing - Creed)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

E se...


Já imaginou como seria um mundo, em que o "ser" fosse mais que o "ter"?
Onde o dinheiro servisse as pessoas, e não o contrário. 
Um lugar em que as vidas, fossem mais importantes que os números.

Chega a ser difícil imaginar um mundo assim. 
Tanto, que poderia render um bom filme... de ficção é claro! 
Pensando bem, não sei se um enredo desses, seria sucesso de bilheteria.

"Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes...
... o que faço com esses números?" 
(Terra de Gigantes/Números - Engenheiros do Hawaii)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Simples assim!


Talvez, os valores que prezo, me tornem utópico aos olhos de algumas pessoas.
Pode ser que sim, pode ser que não! Tudo é uma questão de opinião.
Tenho certos ideais por acreditar neles, e não para posar de bom moço.

Acredito também que podemos, mas não iremos reverter a atual situação.
Entretanto, é possível tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
Não precisamos tentar salvar o mundo. Apenas adotar pequenas atitudes.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Acenda a luz!


Algumas horas atrás, tive a ótima notícia de que um bom amigo (e também companheiro de profissão) alcançou mais uma "grande" conquista na carreira. É sempre gratificante, acompanhar uma pessoa dedicada subir mais um "degrau". E fico ainda mais feliz, por saber que mesmo enfrentando alguns problemas nos últimos tempos, ele não se deixou abater e seguiu em frente.

E foi pensando na situação contrária, aquela em que nos deixamos abater diante das circunstâncias, que fui ali na rua e voltei, sem deixar de conversar com os meus botões. E a qual conclusão chegamos? A de que algumas vezes nos "sabotamos". Deixamos de "esticar" o braço um pouco mais, para alcançar a "prateleira" mais alta. Por quê? Depende. Cada cabeça é um mundo.

É como se em um quarto escuro, estivéssemos muito perto do interruptor que acende a luz. Mas o problema, é que em alguns momentos deixamos que o medo do "escuro" nos impeça de chegar ao interruptor. E em meio a essa constante escuridão, surgem os ruídos, monstros, sussurros... e ficamos inérteis, por conta das barreiras que nós mesmos construímos.

Os obstáculos, dificuldades, barreiras sempre existirão.  E cabe a cada um, entender que muitos deles são transponíveis. Não estou dizendo, que serão necessariamente fáceis de serem resolvidos, afinal de contas, não penso que viver seja fácil, mas talvez seja simples. E sinceramente, se tudo fosse muito fácil, tudo muito óbvio, padronizado, previsível. Teria alguma graça?

E a vida segue... e com ela vamos aprendendo (ou não), nessa grande sala de aula. Que possamos aprender sempre um pouco mais com nossos "coleguinhas", porque ficar de recuperação em algumas "matérias" da vida é muito arriscado. E como diriam os "tios" do Resgate na música Recomeçar: "Me lembrei que o sol nasce para todos". Então, nos resta apenas acordar cedo! 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sobrou para o tatu-bola!


– Calma, Fuleco! Sobrou para o povo também!

Nasceu. No último domingo (25), foi oficialmente “batizado” o mascote da Copa de 2014. Fuleco, uma mistura de futebol e ecologia, foi o nome escolhido por 1,7 milhão de pessoas. Pobre Tolypeutes tricinctus, vulgo tatu-bola, que além de sofrer com o perigo de extinção, sofre com a falta de criatividade dos organizadores do evento. 

O mais revoltante engraçado, é que 1,7 milhões de pessoas arranjaram tempo para votar em algo de "tamanha" importância. Logo, consigo entender porque é tão raro números relevantes de assinaturas em petições pela preservação da Amazônia, Mata Atlântica, ou mesmo, pela cassação de alguns políticos. Todavia, quando o assunto é “nobre”, como quem merece vencer o BBB ou A Fazenda, o número de cliques Brasil a fora é altíssimo. 

E enquanto esse simpático tatu-bola (que não tem culpa de nada) aproveita sua fama, muitos João’s, Maria’s, Pedro’s... morrem em corredores de hospitais, dormem mais uma vez de barriga vazia, vendem o próprio corpo para sobreviver. Talvez até Fuleco, se sensibilizaria com tamanha realidade, e doaria seu cachê para aqueles que não precisam de Copa, mas sim de um mínimo de dignidade. 


"O tatu-bola vai entrar em autoextinção. De vergonha e ódio! 
Ele vai se enrolar, se enfiar num buraco e só sair em 2015!" 
(José Simão)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A caixa


A mente é uma caixa.
Uma caixa pode guardar lembranças.
Pode estar aberta, pode ficar fechada.

Às vezes é largada embaixo da cama.
Em outros momentos, é o baú do tesouro, sempre ao alcance dos olhos.

Nossa mente é uma caixa.
Pode ficar vazia, e mesmo assim sem espaço para absolutamente nada.
Ou se encontrar cheia, porém aberta a novas possibilidades.

Uma caixa velha pode ser reformada, recuperando o seu valor.
Entretanto, pode ser lacrada e nunca mais aberta.

domingo, 25 de novembro de 2012

Contagem regressiva?


Estamos a exatamente um mês do Natal. A alguns anos atrás, estaria em contagem regressiva para o dia 25 de dezembro, mas aos poucos a sensação tem sido diferente. A ponto de hoje, não aguardar com tanta ansiedade os últimos sete dias do ano. Não estou triste, depressivo, revoltado ou algo do tipo. Pelo contrário, continuo gostando do fim de ano, mas hoje tenho uma visão bem diferenciada de outros tempos. Minhas expectativas, agora são outras.

Quando se é criança/adolescente, deve ser meio difícil não gostar de Natal! Afinal, na maioria das vezes dezembro é sinônimo de: férias + presentes + família reunida = muita diversão. Nunca fui "fã" de Carnaval e Festas Juninas, mas quando o assunto era Natal, meus olhos brilhavam. Acho que de alguma forma, sempre gostei dessa época, e consequentemente tenho boas lembranças desses "20 e poucos" finais de ano que passei.

Hoje mesmo, estava recordando que foi em um Natal que ganhei o tão desejado (década de 80 e 90) ferrorama. Você deve estar se perguntando: O que é um ferrorama? Ah... se você é um menino e nunca brincou com um, não teve uma infância de verdade! Brincadeiras a parte, o ferrorama era uma ferrovia que continha uma locomotiva e outros tipos de vagões. Não era uma simples ferrovia como a que vemos hoje em dia, era "a ferrovia". Seria como uma criança de hoje em dia, ganhar um Ipad ou um Playstation 3.

Eu cresci, e deixei minha locomotiva em algum lugar do passado! E com o tempo fui entendendo que Natal não é necessariamente sinal de família reunida. E que uma dia não é suficiente para unir (seja quem for) verdadeiramente, pessoas que se mantém distante durante todo o ano. Descobri que ter férias nem sempre é bacana, e que os tempos de escola eram muito bons, embora eu não percebesse. Em relação aos presentes, eles serão sempre bem-vindos. Todavia, muitas vezes um abraço sincero e uma palavra amiga, valem mais do que uma caixa com lacinho, sob uma árvore decorada, na manhã de Natal.

Confesso sentir falta de algumas coisas (uma delas é meu ferrorama), mas a vida segue e devemos seguir com ela. Hoje, já tenho um mínimo de maturidade para compreender que o Natal tem uma "mensagem" que vai além do consumismo. E que independente de férias, presente ou família reunida, é uma época em que posso refletir sobre muitos valores que parecem ter sido perdidos no tempo. Sendo "encontrados" apenas no fim do ano para decorar as árvores de Natal.

Agora se tem uma coisa que lamento, é não ter sido um "maquinista" mais zeloso. Se os fragmentos de meu ferrorama não estivessem espalhados em algum lugar de São Paulo, uma hora dessas, estaria observando a velha locomotiva desfilar sobre os trilhos da minha velha ferrovia. Como nos tempos em que a única preocupação, era de sempre ter pilhas novas, para manter meu ferrorama sempre funcionando.

sábado, 24 de novembro de 2012

Aliados

Profº Alvacir Sousa, mais um exemplo de que a Educação ainda sobrevive!

Um dia desses consegui (após duas tentativas frustradas) assistir "O Resgate do Soldado Ryan". É mais um daqueles filmes que me fazem pensar em uma série de coisas. Qual o sentido das guerras? Existe algum "vencedor"? Por que os principais interessados não empunham armas e saem para o combate?

O curioso é que uma pergunta em especial, volta e meia adentra meus pensamentos: O que deve se passar na mente de um soldado em meio a guerra? Não falo de um soldado qualquer, mas daquele que felizmente (ou não) sobreviveu aos confrontos. O último do pelotão, solitário, abandonado pelo "destino". A guerra não terminou,  e ele se encontra em meio a corpos, destroços, ruínas... em solo inimigo. O que ele pensa?

Não tenho a resposta! Nunca fui a uma guerra. De qualquer forma, sou um soldado/sobrevivente, que "serve" em confrontos, combates, talvez até em guerras. A verdade é que todos nós, enfrentamos diariamente nossos conflitos. Às vezes ganhamos, outras perdemos... em outros momentos, travamos combates que irão perdurar por anos, talvez gerações. E foi em mais um desses combates que encontrei mais um "soldado", ou melhor, um professor. O Profº Alvacir Sousa, mais um guerreiro nessa luta (desigual) pela Educação. 

Há alguns meses, o colega (dos tempos de faculdade) havia me convidado para falar um pouco sobre abelhas sem ferrão, no colégio em que trabalha. Claro que não iria perder uma oportunidade dessas. Afinal, não precisa me conhecer muito para saber o quanto gosto de crianças e abelhas. A "combinação" não poderia ser melhor. Não apenas pelo meu próprio prazer, mas por acreditar que a Educação é um dos alicerces fundamentais para o desenvolvimento de qualquer sociedade. E porque as crianças e jovens do presente, são os adultos de amanhã.

Enfim, chegou o dia. A atividade com a garotada foi muito boa! Estava realmente precisando vivenciar (novamente) algo assim. Entretanto, o que mais me "tocou" nessa tarde foi algo que vi. Sabe o que vi? Uma bela Feira de Ciências, desenvolvida, coordenada, por um homem... por um professor que acredita no que faz e sabe da sua relevância, enquanto formador de opinião. Que mesmo em meio a dificuldades não se deixou abater, mas seguiu em frente. Como aquele soldado solitário, que sabia da sua missão... e entende que ainda que não possa vencer todo um exército, pode fazer a sua parte.

Continuo sem saber o que pensa um soldado em meio o frio, fome, medo, solidão... Tão pouco, sei quais os conflitos você encara a partir do momento que abre os olhos pela manhã. O que eu posso lhe dizer, é que na Guerra da Educação, algumas vezes me vejo sozinho em campo de batalha. Me vejo sem armas, sem táticas, sem chances de vencer sozinho. Mas continuo ciente da missão... e acabo encontrando forças para lutar! Sabendo que em algum momento, em uma "trincheira" qualquer, irei encontrar um soldado aliado. 

"Professores ideais são aqueles que se transformam em pontes e que convidam os alunos a cruzá-la, depois de ter facilitado sua passagem, com alegria e colapso, incentivando-os a criar pontes a partir de suas próprias atitudes" 
(Nikos Kazantzakis)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Certas coisas não mudam!


Será que as prioridades são necessariamente reflexo do que as pessoas sentem?
Neste exato momento, prefiro acreditar que não funciona bem assim.

Hoje, vou preferir pensar que as prioridades são necessidades momentâneas.
E que as ações nem sempre correspondem as palavras.

E mesmo que pensar assim, não passe de efeito placebo, não tem problema!
"De manhã eu canto uma nova canção".

terça-feira, 20 de novembro de 2012

"Eu tenho um sonho..."


20 de Novembro - Dia da Consciência Negra

Não vou tirar o dia para falar sobre a necessidade (ou não) de cotas para afrodescendentes, preconceito, racismo... Mas aproveitar o espaço, para fazer minha singela "homenagem" a dois grandes homens! Costumo dizer que não tenho ídolos (não gosto desse termo), mas certamente admiro algumas pessoas (nem sempre conhecidas publicamente) e prefiro enxergá-las como boas influências.

Martin Luther King e Nelson Mandela foram dois homens que lutaram contra a segregação racial imposta por muitos anos no Estados Unidos e África do Sul, respectivamente, o que resultou em anos de violência, desigualdade social e humilhação para o "povo" negro. Baseados nos métodos de Mahatma Gandhi, que pregava o protesto sem violência, ambos, lideraram a comunidade negra, na busca por direito iguais.

Martin Luther King

Martin Luther King Jr. nasceu em 15 de janeiro de 1929, em Atlanta, Geórgia (Estados Unidos). King foi um dos maiores ativistas dos direitos civis dos negros norte-americanos. Sempre pregou o protesto pacífico, liderando uma série de marchas em favor de direito a voto, condições dignas de trabalho, fim da segregação, etc. Em outubro de 1964, Martin é agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. Em seu discurso de agradecimento diz: "Sinto como se este prêmio me tivesse sido dado por alguma coisa que realmente não foi alcançada. É uma incumbência de sair e trabalhar ainda mais arduamente pelas coisas em que acreditamos".

Mas o prêmio não foi o bastante, King não lutava por reconhecimento, seus ideais eram outros. Em 1965, se opôs a Guerra do Vietnã: "Não vou ficar parado vendo a guerra se intensificar sem dizer nada a respeito. É inútil falar sobre integração se não há nenhum mundo a integrar. A guerra do Vietnã precisa ser interrompida". Luther King convenceu a atriz Nichelle Nichols a não abandonar Star Trek, quando a mesma pensava em abandonar o seriado. Nichelle se sentia injustiçada no estúdio, mas Luther King ressaltou a importância de um representante negro, em um programa de grande repercussão na televisão.

O líder negro, ficou conhecido também por belos discursos, com destaque para "Eu estive no topo da montanha" (1968) e o mais conhecido deles "Eu tive um sonho" em 1963. No entanto, no dia 4 de abril de 1968, uma bala interrompeu a trajetória do pastor, ativista, esposo e pai de família. Martin foi alvejado por um atirador, em uma varanda de hotel, momentos antes de liderar uma manifestação em apoio à trabalhores da limpeza urbana de Memphis, Tennessee. Ele tinha apenas 39 anos.

Martin Luther King Jr. morreu jovem, mas com um grande legado. Muitos devem dizer que pagou um preço muito alto. Certamente. Todavia, discordo dos que pensam que sua morte tenho sido em vão. Afinal de contas, os seus ideais ecoam até hoje, chegando ao conhecimento de pessoas que nunca sonharam o conhecer, mas compartilham dessa causa.

"Se alguém estiver perto de mim quando chegar o meu  dia, não desejo um grande funeral. E se alguém quiser falar de mim, que não seja muito. Digam que não mencionem que eu tenho o Prêmio Nobel, nem que recebi trezentos ou quatrocentos  outros prêmios  mais.  Isso não importa.  Eu só quero que digam que Martin Luther King tratou de amar alguém. Sim, digam que eu era um tambor. Um tambor da justiça. Um tambor da  paz. Um tambor da retidão". (Martin Luther King)

Nelson Mandela

Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, em algum lugar da África do Sul. Formado em Direito, foi o principal representante na luta contra o Apartheid, sistema segregacionista oficializado em 1948 na África do Sul. Mandela esteve engajado na luta contra várias "leis" do Apartheid como: a proibição de negros circularem em determinadas áreas urbanas, a criação de banstustões (bairros destinados a negros), negros proibidos de utilizar banheiros e bebedouros públicos, sistema educacional separado para brancos e negros, etc.

Mandela juntamente com seus aliados, fazia uso de técnicas de resistência pacífica e desobediência civil contra as leis segregacionais. No entanto, Mandela julgou ser necessário recorrer a luta armada, após o trágico Massacre de Sharpeville (1960), em que a polícia tentou controlar um protesto popular (na base da violência), resultando na morte de 69 pessoas. "Aqui, temos que decidi a partir da nossa própria situação. A situação neste país é que é hora de considerar, uma luta armada, porque as pessoas já estão formando unidades militares, a fim de iniciar atos de violência".

Em 1962, Mandela viaja por alguns países, buscando se "aprimorar" sobre a arte da guerra, na intenção de desenvolver estratégias militares muito bem organizadas. No entanto, ao retornar ao seu país é preso e condenado a cinco anos de prisão. No tribunal, não nega a participação no movimento anti-apartheid e justifica a decisão de recorrer a violência. Em 1964 é condenado a prisão perpétua.

Nelson Mandela é libertado pelo então presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk, em 9 de fevereiro de 1990, após passar 27 anos preso. Em 1993, mais uma vez a trajetória de Mandela coincide com a de Martin Luther King, recebe o Prêmio Nobel da Paz. O que poderia parecer impossível (ou fruto de uma obra hollywoodiana) acontece no dia 10 de maio de 1994 data de aniversário do autor do texto, quando Mandela é eleito o primeiro presidente negro da África do Sul.

Ao fim do seu mandato, se envolveu em questões sociais e de direitos humanos, recebendo diversas condecorações ao longo do mundo. Também se envolveu em campanhas contra a AIDS, doença que "levou" seu filho Makgatho Mandela em 2005. Nelson Mandela é considerado por muitos como um símbolo (vivente) da paz, após passar anos lutando contra o Apartheid. Hoje, aos 94 anos e ainda dotado de um grande carisma, reside com familiares em Qunu (África do Sul), gozando de uma merecida aposentadoria.

"Os ideias que cultivamos, nossos maiores sonhos e esperanças mais ardentes podem não se realizar durante a nossa vida. Mas isto não é o principal. Saber que em seu tempo você cumpriu seu dever e vive de acordo com as expectativas de seus companheiros é em si uma experiência compensadora e uma realização magnífica". (Nelson Mandela)

Mandela e Luther King foram homens que lutaram por uma causa, mesmo tendo que chegar as últimas consequências, por acreditar naquilo que sonhavam. E por conta disso, pagaram um preço muito alto. Entretanto, os ideais de ambos, foram propagados como um forte "grito" contra opressão. Um grito que foi responsável por libertar e "salvar" milhares (talvez milhões) de vidas.

"Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos pequenos viverão um dia numa nação em que não serão julgados pela cor da sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter". (Martin Luther King)

Martin Luther King morreu. O sonho não!

Lápide de Martin Luther King
"Enfim, sou  livre. Enfim, sou livre
Graças a Deus, Todo Poderoso
Porque enfim, sou livre"

PS: Falei apenas de dois grande ícones da luta contra a segregação. No entanto, não podemos esquecer de outros nomes importantes como: Zumbi, Rosa Parks...

Fonte


King, S. C. 2009. As palavras de Martin Luther King. Editora Zahar.
Mandela, Nelson. 2010. Conversas que tive comigo. Editora Rocco.

domingo, 18 de novembro de 2012

O menino e o tigre

Parabéns "rapazes"!!!

Quem já acompanhou outras postagens, já deve ter observado em alguns instantes um garotinho  acompanhado de um tigre, nas mais diversas situações. Conhecidos mundialmente, Calvin  & Hobbes (Haroldo no Brasil), respectivamente garoto e tigre (que na verdade é de pelúcia), foram criados por Bill Watterson em 18 de fevereiro de 1985. Logo, hoje completam 27 anos de vida! 

Calvin é um menino de seis anos (esqueça os 27 que mencionei acima), muito esperto, dono de uma imaginação sem igual, que volta e meia coloca os adultos em situações "delicadas", devido a sua forma "particular" de enxergar o mundo. Por sua vez, Hobbes é um tigre de pelúcia (não para Calvin), muito sábio e com uma visão muito crítica (oras sarcástica) do comportamento humano, além de ser o melhor amigo do garoto.

Consigo enxergar muito de Calvin nas crianças "reais". Claro que o personagem é fruto também de um pensamento crítico e até mesmo provocativo do autor, mas não tenho dúvidas de que "nossas" crianças, são dotadas de uma percepção e poder de argumentação, muitas vezes além do imaginado. Mas infelizmente, muitas pessoas não conseguem perceber tamanha graciosidade nos "pequeninos", consequentemente os ignorando em dadas circunstâncias.

Como um confesso apaixonado por crianças, não poderia deixar de me divertir e/ou refletir com as aventuras de Calvin & Hobbes. Que possamos continuar a aprender a cada dia com as crianças, sem que elas precisem partilhar de seu mundo cheio de ilusões e verdades (que as vezes chegam a doer) com amigos imaginários e (apenas) ursos de pelúcia. 

sábado, 17 de novembro de 2012

Felicidade


"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho"
(Mahatma Gandhi)

Nessa busca desenfreada (e talvez desnecessária) por definições, uma imagem me fez pensar sobre a felicidade. Não! Dessa vez não irei colocar perguntas nas redes sociais, ou me "atrever" a tentar responder: "O que é a felicidade?". Até teria algumas coisas a dizer, mas não vou... não hoje! 

Mas seria "injusto" fazer uma provocativa, nada dizer, e simplesmente ir curtir (antes fosse) o fim do feriado. Sendo assim, abro espaço para Fernando Anitelli e sua trupe. Um bom feliz fim de semana!

"Felicidade?

Disse o mais tolo: "Felicidade não existe"
O intelectual: "Não no sentido lato"
O empresário: "Desde que haja lucro"
O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta"
O místico: "Está escrito nas estrelas"
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... Amém"

O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!"

(Felicidade - O Teatro Mágico)

Quem somos?


Quem de fato somos?

Foi exatamente esse, o questionamento que fiz antes do banho, em uma conhecida rede social. Um dos veículos de comunicação mais utilizados atualmente, onde as pessoas trocam informações, elogios, “farpas”, etc. Ainda no banheiro, me olhei no espelho procurando uma resposta “convincente” para um simples questionamento: “Quem sou eu?”.

Crise de identidade? Não! Ora bolas, sou Wagner, pelo menos até algumas horas atrás.  Mas não é o suficiente, até mesmo, porque acredito que se me chamasse José , teria o mesmo rosto, corpo, ideais... e estaria com a mesma pergunta na mente. Um nome não é o bastante, Wagner temos aos montes, e todos diferem entre si.

Acabo de comer, resolvi a questão da fome, mas não o (antes) simples questionamento. Já faz mais de duas horas que fiz a pergunta. Obtive uma única tentativa de resposta. Levando em consideração a disposição do colega em responder, fico agradecido, embora não considere sua resposta muito conclusiva. Pelo menos não o suficiente para sanar minha dúvida. O calor e a fome passaram, a “curiosidade” não!

Por que será que no mesmo local, onde encontramos argumentação (boa ou ruim) para tudo, só uma pessoa se prontifica para solucionar tal questão? A princípio tenho três “teorias”: 1) Não interessa! Temos questionamentos mais importantes para solucionar; 2) A pergunta é muito simples! Nem vale a minha resposta; 3) Como assim? Humm... não sei a resposta.

Seja no finado orkut , MSN, twitter, skype... nos deparamos com uma familiar caixinha: “Quem sou eu?”. A pergunta pode variar a depender do dispositivo, mas a finalidade é a mesma. No primeiro dia de aula ou na entrevista de emprego, a perna treme, o coração palpita a voz quase não sai, quando dizem: “Fale um pouco sobre você”. Não há escapatória! O mundo "anseia" por uma simples resposta: "Quem é você?".

Como podemos dizer com clareza e objetividade quem somos? Livres da demagogia, hipocrisia, sem se enaltecer demais ou desvalorizar ao extremo? Afinal, como diria uma colega, as redes sociais estão cheia de pessoas amigas, honestas, amorosas, carinhosas... No entanto, quando desligamos nossos pc’s, celulares, tablet’s... a vida aqui “fora” é diferente. Esquecemos de compartilhar esses sentimentos virtuais com a vida real.

Somos muito bons em “saber” quem são os outros. Se tem um “esporte” em que nos superamos (uma mais, outros menos), é o de falar do “perfil” alheio! Mas e quando a pergunta se inverte? Quem somos nós? 

É claro que sabemos em parte o que somos! Mas não o suficiente para “fechar” a questão e tirar um 10. Cada um, ao seu modo se conhece, mesmo que não saiba disso. Ou mesmo que não se aceite como de fato é!  Agora, se você não lembra ao menos o seu nome, pare de ler isso e procure logo ajuda... a coisa ficou realmente séria!

Por fim, continuo em busca de descobrir a cada dia, um pouco mais daquele “cara”que vejo todos os dias no espelho. Aquele cara que às vezes não suporto. E que oras me envergonha, oras me alegra. Com o tempo, a gente vai se entendendo, vai se descobrindo! Todavia, ainda é um grande desafio “encarar” essas “caixinhas”.


"Eu não sei na verdade quem eu sou,
já tentei calcular o meu valor.
Mas sempre encontro sorriso 
e o meu paraíso é onde estou.
Por que a gente é desse jeito
criando conceito pra tudo que restou?"

(Eu não sei na verdade quem eu sou - O Teatro Mágico)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Certezas


Saber o que não gostamos, já é um grande passo.
Principalmente quando não "sabemos" ao certo do que gostamos.

Estou aprendendo a lidar com a "cruel" dúvida entre "a", "b" ou "c".
Excluir uma das opções "facilita" (embora nem sempre resolva) a situação.

"Meu gosto é muito simples. Gosto do melhor de tudo"
(Oscar Wilde)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Abrindo mão (?)


Tenho a impressão de que nem sempre é simples abrir mão da nossa vontade. Ainda que seja o mais sensato, ainda que seja pelo bem do próximo. Será que estou equivocado? Ou naturalmente conseguimos ceder a vez, dividir o que é (por direito) nosso, adiar um compromisso em prol de outra pessoa?

Como diria uma excelente professora que conheci na faculdade, dizemos nos preocupar com a nossa espécie, mas passamos a maior parte do tempo pensando no indivíduo, ou seja, no "eu". Claro que precisamos de um tempo para pensar em nós mesmos, e analisar o que é relevante para nossas vidas. Porém, viver focado em nosso "mundinho" pode nos deixar "cegos"!

É possível que ainda haja "espaço" para o pensamento clichê de que "devemos nos colocar no lugar dos outros" em dadas circunstâncias. Afinal de contas, muitas vezes os outros somos nós. E provavelmente, sempre haverá alguma satisfação no ato de abrir mão. Cabe a cada um (inclusive o autor) ter sensibilidade para enxergar. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ponto para as meninas!


Já faz um bom tempo que "aceitei" a teoria "... as mulheres conseguem realizar mais atividades ao mesmo tempo do que os homens". Ainda que duvidasse disso, após a tarde de ontem, teria me rendido a tal pensamento. Afinal de contas, não é todo o dia que se tenta otimizar o tempo realizando três tarefas... e acaba com a sensação de que não foi uma boa ideia. 

Foi assim, que pensando em agilizar as coisas, resolvi cozinhar, organizar a cozinha e lavar roupa simultaneamente. Imagine a cena? Claro que não ocorreu nada de espantoso, apenas uma área de serviço "semi-alagada", uma pia cheia, um fogão mais congestionado do que o necessário... e ao término de tudo, um profundo arrependimento!

Irritação, frustração, choro? Nada! Pelo contrário, muitas risadas e a confirmação de que somos limitados nesse "negócio" de desenvolver tarefas simultaneamente. E olha que em alguma época da minha juventude (que ainda não terminou) descobri que: conversava ou jogava video-game; falava ao telefone ou ficava no computador; prestava atenção no jogo ou nos questionamentos de minha mãe.

Brincadeiras a parte, com o tempo (e a necessidade) fui aprendendo a cuidar da casa, ainda que ao meu jeito. Todavia, não posso deixar de valorizar o trabalho duro das donas de casa, que muitas vezes conseguem além de ajeitar "nossa" bagunça, encontrar tempo para ser mãe, esposa, amiga... 

Já estava esquecendo! Em meio a toda essa aventura, houve um aspecto positivo, hoje consegui cortar a cebola sem chorar!

domingo, 11 de novembro de 2012

Um bom lugar

Às vezes, tudo o que "precisamos" é um bom lugar para observar as estrelas...
 e não pensar em mais nada.

"Basta. Só isso basta pra eu ser feliz
Sempre. Eu pararia todo o tempo neste momento aqui"

(Metade de mim - Rosa de Saron)

sábado, 10 de novembro de 2012

"Reset"


Um dia desses, caiu a ficha de que mais um ano se foi! Isso mesmo, o tempo passou diante dos nossos olhos como em um estalar de dedos. Pelo menos essa é a impressão que tenho nos últimos anos. Será que agora temos dias de 12 horas?

E com o fim do ano, chegam também os planos para os próximos 12 meses. "Ano que vem eu vou fazer, ser, "acontecer"...". Eu sou um ótimo exemplo de "estrategista" que pretende ser uma nova pessoa no ano que se inicia. Mas é claro que muito das coisas que digo que serão diferentes, não vão muito além de janeiro!

Não vejo problema algum em pensar em mudanças nessa época de transição, afinal de contas é o fim de um ciclo, ainda que seja apenas no calendário. Logo, é uma boa época para se analisar o que aconteceu ao longo do ano, ou mesmo, pensar no que pode ser melhor no próximo. Sempre haverá o que melhorar.

No entanto, com o tempo venho aprendendo que "esse" reset, não precisa ser necessariamente no primeiro dia do ano. Ele pode ser hoje! Um novo começo ou apenas mudanças, podem ser feitos a qualquer momento, independente de datas, épocas, estações... Até mesmo, porque as verdadeiras transformações ocorrem de dentro para fora... e não o contrário! 

"Learning to walk again
I believe I've waited long enough"
(Walk - Foo Fighters)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Olá furacão!


Quem nunca se viu no
“olho do furacão”?

Provavelmente, o "estrago" não foi equivalente ao de um Katrina. Todavia, ao longo de nossa jornada, nos deparamos com “tempestades” que irão marcar as nossas vidas.

A forma como lidar com o furacão, tempestade, problema...  é algo que cabe a cada um “decidir’’. Até mesmo porque como diriam os rapazes do Switchfoot: “... a tempestade virá e passará”. 

Que tenhamos ânimo e  força para superar as tempestades, assim como a mulher que perdeu uma das pernas “durante” o Katrina. E com o auxílio de uma prótese, demonstra que ainda há uma razão para acreditar: “Eu sai da minha casa com meus próprios pés e eu quero andar agora com esse”.

"Hello Hurricane,
You're not enough"
(Hello Hurricane - Switchfoot)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Deixa chover


O importante é não perder a esperança de que há uma solução.
E mesmo quando não houver uma, saber tirar algum proveito da situação.
Nem sempre é fácil aceitar/enxergar, mas tudo é aprendizado!

"Deixa chover
Ah! Aaaaaaah!
Deixa a chuva molhar

Dentro do peito
Tem um fogo ardendo
Que nunca vai se apagar"

(Deixa chover - Guilherme Arantes)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Paciência


Vivemos tempos em que a paciência é um exercício...
que precisa ser praticado diariamente.

Aprendendo a cada dia que tudo é literalmente no seu tempo...
e que se chatear, sofrer, murmurar não acelera o curso das "coisas".

Talvez, uma hora, um dia, sei lá... cai a "ficha"
e percebemos que esperar é melhor do que procurar resposta para tudo!

"A paciência é amarga, mas seu fruto é doce"
(Rousseau)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Entendeu?


A cada dia que passa, percebo a responsabilidade em se fazer entender. Quantas vezes não tentamos falar "x" e percebemos que entenderam "y"? O pior é que por conta disso, vez ou outra, nos vemos em meio a uma "tempestade" desnecessária.

Quantos relacionamentos entre país e filhos, casamentos, amizades... não podem ter sido desgastados por "falha" na comunicação? Qual a solução para isso? Muitos livros devem tentar responder essa "simples" (?) questão. Todavia, é possível que nenhum deles tenham uma resposta padrão ou que as pessoas não estejam lendo o suficiente. Se é que você me entende...

"Se queres conversar comigo, define primeiro os termos que usas"
(Voltaire)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vamos empunhar nossas armas!


29 de Outubro - Dia Nacional do Livro

"O nosso conhecimento é uma das poucas coisas que ninguém pode tirar". Escutei  isso quando estava na 6ª série e nunca mais esqueci. Não tenho dúvidas que muito do que "sabemos" é oriundo das experiências que vivenciamos, bem como do contato com o próximo. Mas certamente, muito do que aprendemos ao longo do tempo é fruto daquilo que lemos.

Cresci rodeado de livros, minha mãe tinha (porque já doou muito deles) um considerável acervo que variava das obras de Monteiro Lobato a enciclopédias falando do corpo humano e dos países. Em meio a uma partida de video-game e uma de futebol, fui adquirindo o hábito de ler. Verdade que não era um "devorador" de livros, mas lia algumas coisas que me chamavam atenção, embora minha preferência fosse por revistas e jornais.

O incentivo de minha mãe (na época professora) pela leitura, fez toda a diferença nos meus estudos. Até mesmo porque nunca criei problemas para ler, na época do colégio e da faculdade. A propósito, foi ela que me alfabetizou, antes mesmo de entrar no Ensino Fundamental. Lembro da primeira vez que consegui ler algo, era uma figurinha da Copa de 90 do Ricardo Gomes. Consegui associar as letras e "formar" R-I-C-A-R-D-O. Me recordo também da alegria e de sair correndo para a avisar minha mãe.

Infelizmente, nem todos foram estimulados desde cedo a ler. Uma pena, pois os livros são uma porta aberta para uma série de coisas boas: fantasia, liberdade, consciência, etc. Em um país, onde a tv aberta serve mais para "confundir" do que para direcionar as pessoas, os livros são uma ferramenta com um valor imensurável. Confesso que leio menos do que deveria, embora tenha buscado usufruir cada vez mais, das maravilhas que os bons livros nos proporcionam. 

Não me incomodo que algumas pessoas comparem livros a armas. Muito pelo contrário, apoio totalmente que as pessoas façam uso desenfreado desse tipo de armamento. O dia em que nossas crianças forem estimuladas a empunhar essa "arma" desde cedo, teremos um povo mais preparado para a nossa "guerra" cotidiana. Pois como diria Paulo Freire, "Ler, não é caminhar sobre as letras, mas interpretar o mundo e poder lançar sua palavra sobre ele, interferir no mundo pela ação".


"Os teus livros são as tuas armas, a tua classe é a tua esquadra,
 o campo de batalha é a terra inteira, e a vitória é a civilização humana" 
(Edmundo de Amicis)

domingo, 28 de outubro de 2012

Fim de festa


Acabou a "festa". Quem ganhou, ganhou e quem não ganhou, não ganha mais!

Como muitos (mais uma vez) não tiveram o que ganhar, resta o consolo de não precisar mais escutar os jingles mais irritantes, bem como ter que aturar as belíssimas propostas de governo.

Continuo incapaz de não me irritar/frustrar com a política, embora torça muito para um dia "queimar" a língua, por conta do que penso sobre esses tipos de "festa"!

"Mudamos os políticos, não a política"
(Edson Nelson Soares Botelho)

PS: O presente post seria publicado independente do prefeito eleito em Salvador, São Paulo ou Wagnópolis. Logo, não significa nenhum tipo de crítica direcionada.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A luz


Embora nem sempre seja "notada", a luz sempre se faz presente. Chega a ser "curioso", tamanha simplicidade, muitas vezes passar despercebida diante dos nossos olhos.

Entretanto, em meio a escuridão, a luz se revela a única saída... o caminho! Quando nada vemos, ainda assim, sutilmente ela se encontra "ali". 

Diante dos "mistérios" que o escuro nos reserva, a antes imperceptível luz, (re)assume sua forma genuína. 

Quando o "sofisticado" não é (mais) o suficiente, a luz ainda se encontra "lá", firme e forte... "simplesmente" iluminando. 

"Pra que serve a luz que não acende?
Não ilumina a escuridão"

(O que na verdade somos - Fruto Sagrado)
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