sexta-feira, 24 de abril de 2015

Campo de batalha

Como estamos não define o que somos. E, honestamente, é muito bom acreditar nisso. Seguindo esse raciocínio, podemos imaginar que uma pessoa extremamente gentil, por vezes, foi/é grosseira. O que poderia confirmar (ou não) a ideia inicial. Entretanto, acredito que como estamos, define como seremos amanhã. Isso sim, é preocupante! Dessa forma, a pessoa gentil de hoje, pode não ser uma companhia tão agradável no futuro. E assim, vivemos em conflito. De um lado, o que almejamos ser. Do outro, tudo que queremos "descartar". Numa eterna guerra, onde somos, os reféns, e ao mesmo tempo, os generais.

"Somos o que fazemos, mas somos, principalmente,
o que fazemos para mudar o que somos"
/Eduardo Galeano/

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Oco

Incrível o estrago que o vazio pode fazer. Seja na mente ou no coração. O que é no mínimo contraditório, se considerarmos vazio como ausência de conteúdo. Logo, esse vazio não é tão vazio! O que nos leva a uma certeza, esse espaço pode/deve ser preenchido. A dúvida, é como que fazer isso?

"Mesmo onde você enxerga o vazio, pode ter gente dentro"
/Martha Medeiros/

domingo, 19 de abril de 2015

Intolerância aos intolerantes!

Religião. Classe social. Gênero. Etnia. Cultura. Orientação sexual. Futebol. Política... Pra quem é estúpido, ao ponto de insultar, agredir, matar quem não compartilha da sua opinião/condição, qualquer coisa é razão para discórdia. Viver num mundo onde se é morto por ser pobre ou rico, preto ou branco, cristão ou muçulmano, homo ou hetero, direita ou esquerda... me leva a questionar sobre a nossa tão venerada racionalidade. Mais do que a intolerância, a imbecilidade de alguns seres humanos me impressiona. Seja pela falta de sensibilidade, ou pelo simples fato de não compreenderem que "mais do mesmo" não faria do mundo um lugar melhor.

"Os seres humanos me assombram. (...)
Mas o que me assombra mais não são as coisas que dizem.
São os pensamentos que eles pensam"
/Rubem Alves/

terça-feira, 14 de abril de 2015

Novidades

Me conte uma novidade. Pode ser o que quiser, desde que seja algo positivo, bom, próspero. De mazelas já estou farto, e se quisesse escutar lamúrias, assistiria a um telejornal. Por sinal, se não está interessado em estragar um dia maravilhoso, não leia os jornais. Desconectar do mundo que nos é imposto, dia após dia, não é tão ruim assim. Tenha olhos para ver o que de belo há na natureza, interaja com uma criança, encontre tempo para desfrutar do silêncio. Pequenas coisas que fazem muito a diferença, e ajudam a recarregar as baterias, para amanhã, encarar novamente esse mundo louco. Me conte uma novidade. Pode ser o que quiser, desde que seja puro, verdadeiro, contagiante.

"E aí? Como é que vão as coisas?
Me conta as novidades, começando pelas boas
É, o tempo voa, eu sei, é sempre assim
Começa pelas boas que já soube há muito tempo das ruins"
/Sem Neurose - Gabriel, o Pensador/

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Aljava

Aljava é o recipiente onde os arqueiros guardam as suas flechas. Arrisco dizer que, a aljava, é tão importante quanto o arco e  flecha. É ela que permite ao arqueiro errar um disparo, já que irá dispor de mais flechas. Não é diferente conosco, temos direito a inúmeros "disparos" ao longo da vida. E se não temos aljavas, dispomos de algo semelhante, a coragem. Afinal, é na coragem que podemos concentrar os nossos disparos, depositar as nossas "flechas". Se fosse um guerreiro, no sentido literal da palavra, possivelmente adotaria o arco e flecha como instrumento de combate. Talvez, por saber que é a coragem de realizar um novo disparo, caso seja preciso, que nos permite acertar o alvo. Acertar o alvo não é apenas uma questão de mira, é também, um ato de coragem. Onde tem depositado as suas flechas? Como anda a sua aljava?

"Miramos acima do alvo para atingir o alvo"
/Ralph Waldo Emerson/

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Interesse desinteressado

O segredo para construir uma boa relação é muito simples. Não há segredo, ela simplesmente acontece, de forma espontânea. Muitas vezes, contrariando a lógica, o senso comum, as diferenças. O problema, é que no mundo em que ter dinheiro é o mais importante, se relacionar, constantemente fica em segundo plano. Assim, surgem relações instantâneas e/ou superficiais, que não buscam intimidade, mas benefícios. Boas relações também não são ditadas por prazos ou normas, afinal, não são receitas ou construções. As verdadeiras relações são frutos de proximidade, de um interesse desinteressado. Quando a nossa preocupação não está nos benefícios, e sim, no outro. 

"Somente a proximidade gera intimidade"
/Ed René Kivitz/

domingo, 5 de abril de 2015

Genuíno amor

A Páscoa é mais que um feriado. Também, não é apenas o período para se entupir de chocolates. A Páscoa é a representação do amor, na sua forma mais pura e genuína. É a prova do amor que transcende todo entendimento e compreensão, e ainda assim, pode ser vivenciado. Amor que é muito mais do que palavras bonitas, é ação.

"Vou buscar no amor 
O Deus que poucos querem ver
Deve estar no amor 
O Deus que a gente não mais vê"
/Onde Ele Está? - Fruto Sagrado/

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A verdade sobre coelhos e chocolates

Na categoria de animais fofos, golfinhos e coelhos estão no topo da lista. Basta colocar a figura de um deles nas aulas de Ciências, e aguardar suspiros e sorrisos, quase sempre vindo das meninas. Não tenho queixas a respeito dos golfinhos (nem mesmo do boto, que há tempos, leva a culpa por delitos que não cometeu). Já dos simpáticos animaizinhos de orelhas avantajadas, não posso dizer o mesmo. Houve um tempo em que os ovos de chocolate sobravam (não por muito tempo, é verdade). Lembro de uma Páscoa em que ganhei um ovo enorme (5 kg, se a memória não falha), daqueles que ao primeiro contato, você não sabe se abre, comemora, agradece. Porém, a medida que os anos foram passando, os chocolates foram misteriosamente desaparecendo. Não sei ao certo a razão, embora, tenha as minhas suspeitas. Quem sabe não seja a minha estatura, não sou mais "pequenino", embora, também não seja tão grande assim. Ou seria o fato de que a maioria das entregas ocorreram quando ainda morava em São Paulo? A questão é que deixei a cidade a mais de 15 anos, e em tempos de altíssima tecnologia, me recuso a acreditar que "eles" não tenham acesso ao meu atual endereço. Por fim, a justificativa de não ser mais criança, não tem cabimento. Ser criança não é apenas questão de idade, mas também, de espírito. Sendo assim, também deveria ser contemplado, uma vez que conheço jovens que gozam de tal benefício, mesmo aparentando 90 anos de idade. Resumindo, coelhos são injustos! Fazem um ótimo trabalho nos primeiros anos de nossas vidas, e de repente, somem. Sim, mas onde quero chegar? Na verdade, não espero explicações. Tampouco, irei solicitar qualquer intervenção do rei da selva. Quero chocolates! Dessa forma, se uma criatura peluda e simpática aparecer por aí, faça me um favor, diga a ele que não se esqueça (mais uma vez) da minha pessoa. Pode dizer que não sou tão rancoroso, e que estou disposto a fazer as pazes. Afinal, nunca é tarde demais para se receber chocolates.

"Tudo que você realmente precisa é amor, e um pouco de chocolate"
/Lucy van Pelt/
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